Protocolo de 22-23-24-30-31/01
A Hidráulica não fez falta! Não que ela seja dispensável. Ela não é – eu sou da opinião que levar o projeto para outro espaço seria iniciar um novo processo, o que não tem coerência. Mesmo assim, nesses primeiros cinco ensaios do ano foi bom poder olhar para as cenas diante de um fundo branco. Foi como colocá-las no microscópio. Pudemos trabalhar na minúcia, nos detalhes e nos preocuparmos em resolver, ou propor soluções para problemas que passavam despercebidos ou que nunca foram encarados.
Além disso, o trabalho corporal, para mim, pareceu aprofundado. Não sei se pela irregularidade com que eles acabaram acontecendo no final do ano passado ou pelas faltas ou por qualquer outra razão, eu não havia me sentido seguro sobre o que estávamos trabalhando como me senti no “intensivão”. Ou vice-versa: a constância de trabalhar dias seguidos traz essa sensação de domínio. Enfim, depois de um dia de trabalho, a continuação já vinha no dia seguinte, ainda estava tudo fresco na cabeça (estou falando dos direcionamentos). E é gostoso se sentir direcionado!
Os novos exercícios mostraram também que não é preciso saturar os exercícios antigos para propôr algo novo. Eles (os novos exercícios) dão uma arejada no trabalho – além de suas finalidades específicas.
Daniel Cordova
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